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sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Renúncia (Lágrimas e Sangue)

À tua alma sedenta dou o meu

sangue como bebida. Porque

outrora era a minha necessitada,

e nas tuas lágrimas ela fora saciada.



Não me julgue louco, vingativo

ou insano. Se eu o fosse, deixaria

teu corpo padecer seco, tal qual

teu ingrato coração leviano.



Não me julgue bondoso, compassivo

ou misericordioso. Se eu o fosse,

das melhores fontes tu ainda beberias.



Não me julgue, apenas isso.

Ignore-me, deixe-me, mate-me...

Mas saiba morrer sem o que te sacia.

Um comentário:

Bruna Fávaro disse...

Gui, cada vez mais me surpreendendo em suas poesias. :)

Intenso!

:)